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quarta-feira, 3 de junho de 2009

A fome que te tenho


Ah! Se o grito se masturbasse
Num desejo de ti
E a força rítmica do meu ventre
T’abocanhasse e possuísse
Sempre que te quer,

Em fodas magistrais dos gemidos

Soltos na loucura

Da vagina húmida e inquieta...

Ah! Tivesse teu membro sempre duro
Ao dispôr dos meus desejos incontidos

E a palavra bastasse

Para te vires sempre em mim,

Nestes lençóis que partilho na noite

Ouvinte voyeur dos gritos

De prazer absoluto que guardo

Em segredo para os teus delírios...


Ah! Se nossos corpos s’amassem

Só com os poemas, e assim

Saciasse a fome que te tenho...


3 silêncios:

heretico disse...

de gritos...

belo

Jorge Oliveira disse...

Este pouco quanto basta para mim e que vem de ti é tão grande que não tenho espaço para o reter. Quem és tu afinal que fazes do pouco ser mais que muito? Este pouco que me alucina os sentidos num êxtase de palavras que fazem arder o corpo e queimar a alma?

GERARD disse...

MUITO BOM. REALMENTE PROVOCANTE :)