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domingo, 31 de outubro de 2010

À chuva...



Descemos a rua
sozinhos no meio da multidão
de gente sombria,
vestida de preconceitos
e virtudes.

A palavra aquece-nos,
o corpo cede ao desejo
e a esquina mesmo ali,
escura, sorridente,
convidativa!

O vestido sobe,
as mãos descem,
segredam-se vocábulos,
misturam-se gemidos,
e entras em mim
valente, voraz,
entre gritos sussurrados...

O prazer acomoda-se
no meu corpo quente
e tu...
Tu jorras torrentes de amor,
encharcas-me de desejo
entre carícias...

E a chuva segue indiferente o seu destino!



2 silêncios:

Deep Instinct disse...

a chuva que molha os corpos...aqueles que são aquecidos na paixão de se terem.


beijo

Jorge Oliveira disse...

...A chuva desaba mais intensa agora, talvez seja das gotas de suor suadas que vêm no cair das águas…